Com o compromisso estabelecido pelo Ministro da Casa Civil na COP30 para assinatura do decreto da regulamentação do Marco Zero de Hidrogênio e as novas metas da Organização Marítima Internacional (IMO), que poderá instituir taxas de até US$ 380 por tonelada de CO2 emitida acima do limite permitido a partir de 2028, o Grupo Náutica em parceria com Itaipu Parquetec, GWM, Artefacto e Heineken avançam no projeto JAQ Apoio Marítimo. O barco de 36 metros JAQ H1, com hotelaria operada pelo hidrogênio verde e motorização híbrida que reduz até 80% das emissões, iniciará um tour por portos brasileiros em fevereiro e fará parada para demonstrações durante o Rio Boat Show, em abril.
Após destaque no evento climático global, a embarcação JAQ H1 — laboratório flutuante de 36 metros — visitará os portos de diversas cidades em 2026. Com motor híbrido (Dual Fuel) e hotelaria movida a H2V, projeto 100% privado prova viabilidade da descarbonização marítima.
Ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA), o JAQ H1 recebeu moradores da capital e participantes da conferência para uma visita guiada em seus 400 m² de área. O público conheceu os ambientes dedicados à pesquisa e educação ambiental, ouviu explicações sobre a tecnologia com hidrogênio verde e sobre as próximas fases da empresa JAQ Apoio Marítimo, que prevê motores híbridos e um novo barco autossuficiente em hidrogênio até 2027.
Em painel realizado a bordo do barco a hidrogênio JAQ H1, na COP30, a secretária-executiva Ana Carla Lopes destacou a mudança de perfil do viajante, cada vez mais atento ao impacto de suas escolhas. O debate em Belém, que também contou com o ambientalista Daniel Cady, reforçou a importância de integrar as comunidades locais e a agenda de emissões reduzidas à economia do ecoturismo.
Na COP30, o Brasil apresenta dois barcos movidos a hidrogênio que ficam como herança tangível da conferência: o BotoH2, patrocinado pela Itaipu Binacional, que apoiará cooperativas de catadores nas ilhas de Belém e o JAQ H1, embarcação financiada 100% pela iniciativa privada que percorrerá o país em ações de educação ambiental e abre caminho para uma futura embarcação autossuficiente prevista para 2027.
No painel "Programa Mover, eletrificação e criação de novos empregos", realizado a bordo do JAQ H1 nesta sexta-feira (14), em Belém (PA), Marinho defendeu que a descarbonização da navegação avance em paralelo à capacitação.
Ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA), a embarcação de 36 metros de comprimento estará aberta ao público nos dias 15 e 16 de novembro, das 13h às 19h, com retirada de pulseiras no local. A visita conduz os participantes por um laboratório flutuante dedicado à educação ambiental e às pesquisas em biomas aquáticos, além de apresentar as próximas etapas do projeto brasileiro voltado à descarbonização da navegação.
Belém recebe, durante a COP30, os motores híbridos que irão equipar o JAQ H1, primeiro barco-escola brasileiro preparado para operar com hidrogênio verde. Em exposição na Estação das Docas, a tecnologia Dual Fuel da MAN marca a próxima fase do projeto, que vai testar a navegação de baixo carbono em rotas amazônicas e consolidar o Brasil como referência em inovação no transporte fluvial e marítimo.
Com 36 metros e hotelaria pronta para H₂V, o JAQ H1, primeiro barco-escola a hidrogênio do mundo, virou vitrine tecnológica da COP30. Nesta quarta-feira (12), os governadores Eduardo Leite (RS), Rafael Fonteles (PI), Renato Casagrande (ES) e o presidente da Be8, Erasmo Battistella, estiverem a bordo e avalizaram o projeto que já prepara propulsão híbrida em 2026 e geração de hidrogênio a bordo na etapa seguinte, posicionando o Brasil como protagonista e desenvolvedor de tecnologia para descarbonizar a navegação.
Realizado no auditório do JAQ H1, primeiro barco-escola a hidrogênio, e mediado por Cila Schulman, o painel reuniu Alexandre Leite (Itaipu Parquetec), Monica Saraiva Panik (SAE Brasil) e João P. Santana (Porto de Paranaguá) para falar sobre corredores verdes entre portos, estratégia multicombustível de baixo carbono, escala para baratear o H₂ e logística multimodal. A rota Roterdã-Gênova foi citada como referência e o JAQ Hidrogênio como prova de viabilidade para a transição energética no setor.